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Por CREA-RN em 04/08/2020 às 02:15 | Atualizado em 05/08/2020 às 04:46

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte avalia esse momento enfrentado pela pandemia como difícil para grande parte das áreas produtivas do país. Mas nas áreas da engenharia, agronomia e geociências alguns setores não tiveram queda de produção. O setor de mineração do Rio Grande do Norte, por exemplo, teve um faturamento de R$ 35 milhões no 2º trimestre de 2020.

O engenheiro de minas João Batista Monteiro de Sousa, coordenador da Câmara Especializada de Geologia, Minas e Agrimensura do Crea-RN, explicou que o setor se manteve firme durante a pandemia porque as empresas continuaram trabalhando. “Como o ramo da mineração atua no campo essa atividade não foi afetada, apenas algumas empresas menores sofreram para escoar a produção devido à paralisação dos voos internacionais por causa da Covid-19”, afirmou.

Em relação ao Brasil os dados foram R$ 36 bilhões no 1º trimestre e R$ 39 bilhões no 2º trimestre, um aumento de 9%. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) essa semana e mostra que o setor conseguiu se manter firme e aquecido, apesar da pandemia do novo Covid-19.

Segundo os dados do IBRAM, um total de 176 mil empregos diretos na indústria extrativa e de transformação mineral chegam a contabilizar 616 mil em toda cadeia produtiva, mas as estimativas são de 11 postos de trabalho para cada emprego direto, resultando em 1,9 milhão de postos de trabalho na mineração.

O presidente da Associação dos Engenheiros de Minas do Rio Grande do Norte (Aemirn), ex-conselheiro do Crea-RN Julio Cesar de Pontes, explica que as empresas que atuam no ramo aguardam aquecimento da demanda. “A scheelita, minério característico da nossa região, está com a produção a todo vapor e as vendas indo muito bem no mercado mundial. Mas, devido à pandemia, alguns empresários têm encontrado dificuldade para escoar a produção a um preço justo como é o caso das empresas que atuam com minerais relacionados com a construção civil como: brita, gesso, calcário e o feldspato", disse.

Julio explicou que os empresários que atuam com mineração estão no aguardo do aquecimento da demanda e tentando programas governamentais de recuperação da economia. “A mineração é uma atividade essencial e não pode parar. Caso contrário, não teremos vida”, ressaltou o engenheiro de minas.

O potencial da mineração potiguar é destacado também pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Silvio Torquato. “Participamos de uma feira em São Paulo em que as indústrias de porcelanato informaram utilizar 90% de nossa matéria-prima, estamos reativando uma mina para exploração e extração de ouro no município de Currais Novos, nós temos pedras ornamentais, produzimos turmalina paraíba e somos o grande produtor de scheelita do país. Isso mostra o quanto o RN é forte na área de mineração”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Silvio Torquato.