Engenheiro potiguar cria forno de alta eficiência e maior conforto ao trabalhador

Engenheiro potiguar cria forno de alta eficiência e maior conforto ao trabalhador

Por CREA-RN em 12/07/2018 às 12:49

Um forno em que o trabalhador das cerâmicas fica em temperatura ambiente e tem como base o aproveitamento de energia térmica. Esse projeto existe e foi apresentado, na quarta-feira (13), na Nordeste Cerâmica, no município de Lagoa de Velhos (RN), durante uma mostra técnica a ceramistas do Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará, realizada pelo Sindicato da Indústria de Cerâmica do RN (Sindicer/RN), com apoio do Sebrae.  

Segundo o idealizador e criador do forno, denominado de EcoSmart, o conselheiro do Crea-RN, engenheiro químico José Nildo Galdino, este é um forno com sistema de aproveitamento energético em que a carga é retirada das câmaras em um trilho e o trabalhador fica em temperatura ambiente para movimentação de desenforno/enforno. “Outros fornos têm vagões, mas não aproveitam o calor, a exemplo dos fornos metálicos móveis e de fornos metálicos vagões”, afirmou o engenheiro.

A produção da Nordeste Cerâmica ainda é tímida e tem sido usada apenas para os testes do forno inovador, pois a ideia é oferecer consultoria para construção de fornos, para o setor cerâmico, através do Sebraetec. “Esse forno piloto com 10 câmaras, tem capacidade para produzir entre 300 e 360 milheiros/mês de blocos de vedação no tamanho 9x19x19 cm. No bloco de lajes, tamanho 8x19x30 cm, essa produção fica entre 200 e 220 milheiros/mês, o tamanho do forno dependerá da necessidade de produção de cada empresa”,  explicou Nildo.

O vice-presidente do Sindicato da Indústria de Cerâmica do RN, Vargas Solis, participou do evento e falou sobre a importância do projeto para o setor. “Nós, ceramistas, temos que agradecer por este projeto de inovação, pois agora nosso setor tem mais uma opção de forno para podermos melhorar a eficiência de queima de nossos produtos com menor consumo de lenha ou outros combustíveis”, destacou.

Entenda o Funcionamento do Forno


Esse forno piloto é composto por 10 câmaras e tem como base o aproveitamento térmico pela troca de calor do ar de combustão com os produtos cerâmicos queimados e também pelo aquecimento das cargas a frente da câmara que está em processo de queima utilizando os gases quentes da combustão. Quando uma câmara está sendo queimada duas a três câmaras a frente estão sendo preaquecidas, com isso o consumo de energia térmica (lenha ou outro combustível) do forno chega a ser 50% dos fornos intermitentes.