Confea e TCU abrem seminário internacional sobre acessibilidade na próxima quarta-feira (20)

Por CREA-RN em 15/09/2017 às 01:53

Políticas públicas para pessoas com deficiência, desenho universal para cidades inclusivas, tendências globais e desafios de implementação de políticas públicas inovadoras, participação social e os desafios da inclusão escolar e ainda um olhar sobre a inclusão produtiva da pessoa com deficiência. Com esses painéis e uma programação que inclui atividades políticas, exposição, peças de teatro, vivências e oficinas, o Confea, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Senai realizarão o seminário internacional Acessibilidade e Inclusão: Expressão da Cidadania, nos próximos dias 20 e 21 de setembro, no Instituto Serzedello Corrêa, em Brasília.

Inscrições aqui.

O evento também contará com as seguintes oficinas, a serem promovidas no dia 21, no turno da manhã e condicionadas à existência de número mínimo de interessados: libras, braile, audiodescrição, teatro, acesso à justiça, tecnologia assistiva, instituições e seus estatutos. As vagas são limitadas e a manifestação de interesse no formulário de inscrição não garante vaga. As inscrições para as oficinas serão feitas durante o credenciamento do evento, na manhã do dia 20. Dia 21 de setembro é o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência.


A parceria com o TCU foi definida durante a participação das entidades na 10ª Conferência dos Estados-Partes da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Cosp, na sede da Organização das Nações Unidas, em junho deste ano. “Iríamos fazer o nosso seminário, no final do ano, e o TCU nos convidou para promovermos um evento conjunto, com nossa sinergia. Fizemos então, com o Crea-DF, um checklist no prédio do próprio Instituto Serzedello Corrêa, a exemplo do que havíamos feito no prédio da ONU, e definimos a programação com especialistas nacionais e internacionais”, descreve o engenheiro civil Jary de Carvalho e Castro.

Desenho universal

Gerente regional do Confea, ele será um dos debatedores do painel “Desenho universal para cidades inclusivas”, a ser moderado pelo conselheiro federal engenheiro civil Alessandro Machado, no primeiro dia do seminário. “Alessandro foi um dos maiores incentivadores do seminário, e teve uma atuação destacada na ONU”, comenta Jary, informando que o Sistema Confea/Crea tem se mantido atento a esse debate, em diálogo com a sociedade, por meio de participação em eventos e lançamentos de livros e cartilhas, cursos e outras ferramentas de capacitação de profissionais.

Para ele, é preciso entender que o conceito de desenho universal é muito mais abrangente do que promover a acessibilidade para cadeirantes, por exemplo. “É um conceito de tudo para todos, um conceito que evolui ano a ano e olha a cidade, a ‘floresta’, de cima, oferecendo obras como banheiros acessíveis, rampas, semáforos com temporizadores, mas também toda a dinâmica urbana, envolvendo aspectos culturais, como livros em braile e comunicação auditiva e outras formas de inclusão na saúde, na educação”.

A criatividade pode ser um aliado a mais na promoção dessa visão integrada da convivência humana, o que pode diminuir sensivelmente os custos em torno do desenho universal. “Ele já não é necessariamente um investimento alto, mas a criatividade pode contribuir muito. São soluções simples, desde o uso de uma simples maçaneta em forma de alavanca, ao invés da maçaneta redonda, que facilita o seu uso por pessoas com artrite e outras limitações”, diz, enfatizando a sutileza das necessidades alcançadas pelo desenho universal.

Selo

Outro foco importante da participação do Confea no Seminário Internacional “Acessibilidade e inclusão: expressão da cidadania” será a apresentação de um selo de qualidade predial em acessibilidade, inicialmente em caráter simbólico, a ser posteriormente avalizado por uma empresa certificadora acreditada junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Jary de Carvalho e Castro considera que o lançamento no seminário será o “marco zero” da iniciativa, desenvolvida em parceria com o TCU e que deverá ser promovida por todo o Sistema Confea/Crea e Mútua. “Regionais, entidades e Mútua serão os principais condutores desse processo. Somos os indutores para que isso aconteça. Estamos plantando uma semente”, diz o especialista sul-mato-grossense.  Segundo ele, os critérios para a distinção, a serem apresentados durante o Seminário, foram definidos após uma visita ao prédio do Instituto Serzedello Corrêa, uma referência em acessibilidade no país.

 

Texto e Imagem: Equipe de Comunicação do Confea